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O Vereador signatário vem por meio da presente MOÇÃO externar meu repúdio à Eu, Vereador Alessandro schnorr no uso das minhas atribuições regimentais, venho por meio desta manifestar veemente repúdio ao projeto de concessão do Bloco 1 de Rodovias Gaúchas, proposto pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da privatização/concessão de trechos rodoviários e da implantação de tarifa de pedágio — com fortes impactos previstos para toda a nossa região. Justificativa: I. Fundamentação 1. Conforme anunciado, o Bloco 1 abrange trechos das rodovias estaduais ERS-020, ERS-040, ERS-115, ERS-118, ERS-235, ERS-239, ERS-466, ERS-474 e nova rodovia ERS-010 entre Porto Alegre e Sapiranga, totalizando cerca de 454 km de concessão à iniciativa privada.
II. Justificativas para o repúdio 1. Aumento de custo para o usuário: A implantação de pedágio representa custo direto ao cidadão que já utiliza essas rodovias com impostos pagos. A tarifa estimada, embora “compactada”, constitui encargos adicionais permanentes que impactarão famílias, trabalhadores, transportadores regionais e comércio.
III. Impactos esperados para nossa região Aumento de custo no deslocamento diário de trabalhadores e estudantes que usam as rodovias pertencentes ao bloco. Encarecimento do transporte de carga local, afetando produtores agrícolas, pecuária, agroindústria e logística regional. Desestímulo à mobilidade e ao turismo regional, se tarifas forem elevadas ou tratamento diferenciado se aplicar para zonas de menor volume. Possível deslocamento de fluxos de tráfego para vias secundárias não concedidas, aumentando risco, manutenção e desgaste dessas estradas alternativas. Perda de controle público sobre uma infraestrutura estratégica para segurança, economia e integração regional.
Diante do exposto, proponho que esta Casa Legislativa: 1. Manifeste oficialmente repúdio à forma, nos termos atuais, em que o projeto de concessão do Bloco 1 está sendo proposto.
Transparência completa sobre valor da tarifa, número de praças, impacto para cada município e possibilidade de revisão. Garantia de tarifas diferenciadas ou isenção para usuários recorrentes regionais (moradores, trabalhadores, estudantes). Compromissos vinculados contratuais claros com cronogramas de obras, fiscalização independente e penalidades para descumprimento. Participação efetiva dos municípios afetados e da sociedade civil na elaboração do contrato de concessão.
3. Promova audiência pública local, com participação de prefeitos, associações de moradores, transportadores, produtores rurais e demais atores da sociedade, para debater os impactos específicos em nosso município e região.
V. Conclusão É dever desta Casa defender o interesse público, a mobilidade digna e acessível, a equidade entre os cidadãos e o desenvolvimento regional sustentável. A concessão do Bloco 1, na forma proposta, representa risco à justiça tarifária, à capacidade de crescimento de nossas comunidades e à manutenção de rodovias como bem público essencial.
Parobé, RS 43º Ano de Emancipação Política, |
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